Esclarecimento
Esta página existe para responder, com transparência, a quem pesquisa meu nome e encontra notícias sobre um episódio ocorrido entre 2017 e 2018. Prefiro contar diretamente o que aconteceu.
Contexto
Entre 2010 e 2014, trabalhei de forma voluntária em um projeto social ligado à igreja que eu frequentava desde 1997, desenvolvendo site, redes sociais e sistemas de apoio ao projeto. Desse trabalho voluntário nasceu o convite para cuidar da tecnologia e da comunicação de uma campanha eleitoral e, depois, do mandato eleito.
O contrato
Em 2015, como não havia cargos suficientes para toda a equipe que atuou na campanha, parte do trabalho foi formalizada por meio de contrato com uma empresa da minha família, que reuniu o time responsável pelos serviços de comunicação e tecnologia do mandato.
O impasse
Em 2017, deixei a assessoria parlamentar para me dedicar à iniciativa privada. Nesse momento, havia valores contratuais em aberto referentes a serviços já prestados pela empresa. Após meses de tentativas de resolução amigável sem sucesso, a empresa executou o contrato judicialmente — o caminho legal previsto para cobrança de serviços prestados e não pagos.
A repercussão e a apuração
A cobrança judicial ocorreu em meio a uma disputa política que não envolvia a empresa, e o caso ganhou repercussão na imprensa. Da nossa parte, a postura foi de transparência total: a empresa apresentou às autoridades contratos, notas fiscais e toda a movimentação bancária, sustentando com documentação que os serviços haviam sido prestados e não pagos. A apuração não apontou irregularidade da empresa, e não houve acusação nem condenação contra mim ou contra ela.
A decisão judicial
Na esfera cível, a cobrança não prosperou por uma razão formal: a nota fiscal havia sido emitida com quitação antecipada. Essa era a condição prática do ressarcimento por verba indenizatória à época — sem a nota quitada, o parlamentar não conseguia dar entrada no reembolso que, só então, permitiria o pagamento ao fornecedor. Aceitamos essa condição por confiança em um vínculo de anos, e foi exatamente a nota quitada que pesou contra a própria cobrança. Respeito a decisão, ainda que discorde dela — e dela veio a lição que carrego desde então.
O aprendizado
Com o tempo, optei por encerrar a disputa e concentrar toda a energia no trabalho e na equipe. A principal lição foi profissional: contratos devem ser formalizados e quitados no prazo, independentemente de vínculos pessoais ou de confiança. É assim que a Ramá Agência Digital trabalha desde então, com mais de 45 clientes atendidos em todo o Brasil.
Não guardo ressentimentos e não trato mais desse assunto além desta página. Se você chegou até aqui pesquisando meu nome, espero que este relato tenha esclarecido suas dúvidas — e fico à disposição para conversar sobre trabalho, tecnologia e comunicação.